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AS CORES NA ARQUITETURA: AZUL

Há quem diga que azul é a cor mais quente, mesmo sendo a mais fria na harmonia dos tons frios. É a preferida entre a maioria das pessoas, vai bem em qualquer ocasião, é a cor da simpatia, da erudição e está presente na nossa civilização desde 3.000 a.C.

Não vemos o azul com tanta facilidade na natureza, talvez isso tenha sido um fator importante para se tornar uma das cores mais difíceis de se criar. Por ser relativamente recente, as primeiras civilizações a terem esse pigmento foram os Mesopotâmicos e Egípcios, na era do Bronze, através da descoberta da pedra semi preciosa Lápis Lazúli, da qual extraíam sua cor para a utilização em jóias e na suas artes. A importação através das caravanas era um processo caro, o que consequentemente demonstrava que quem tinha “a cor do céu” era uma pessoa/povo poderoso.

Está presente nas plumas das aves mais exóticas, mas também no polvo-de-anéis-azuis e na rã-dardo, dois dos animais mais venenosos do mundo. Está nas singelas hortênsias, nos preciosos mirtilos e é refletida do céu pelos extensos mares. Na nossa sociedade é popularmente usada nas nossas vestimentas, na popular calça jeans, nos produtos de limpeza, nas redes sociais e nas áreas que envolvem tecnologia.

Alemanha enviará 50 ararinhas-azuis para o Brasil - ((o))eco
Ararinha-azul [Cyanopsitta spixii]
Dibujos Jeroglíficos Y Pinturas En El Techo Y Las Paredes Del Antiguo  Templo Egipcio De Dendera Fotos, Retratos, Imágenes Y Fotografía De Archivo  Libres De Derecho. Image 35312432.
Paredes internas do Templo Dendera, no Egito

Na psicologia, é a que mais agrada ambos os gêneros, é a cor da fantasia, dos Deuses que “vivem no azul”, é a cor da harmonia, transmite tranquilidade, pacificidade, amizade, suavidade, não há sentimentos negativos quando se trata do azul. De acordo com as tradições antigas, é a mais feminina dentre todas, porque está relacionada a água, que no simbolismo, é um elemento feminino. É claro que, tudo depende da forma que é utilizada, onde outros fatores externos e internos também ajudarão a construir essa atmosfera.

Quando se trata de arquitetura e decoração, precisamos lembrar das questões culturais e das intenções de quem projeta. O azul, como ponto focal de cor, pode ser uma alternativa mais sutil de chamar a atenção, principalmente quando usado em tonalidades mais “fechadas”, resultando em um toque de sofisticação.

Casa Azul – Projeto por Bruno Levy [São Paulo – Brasil / 2015]
Fotógrafo: Manuel Sá
Restaurante Cheriff – Projeto por Mesura [Barcelona – Espanha / 2019]
Fotografia: José Hevia + Mesura
Apartamento Rebouças – Projeto por vapor arquitetura [São Paulo – Brasil / 2014]
Fotografia: Pedro Napolitano Prata
Apartamento BW – Projeto por vapor arquitetura + Renata Gaia Arquitetura [São Paulo -Brasil / 2019] | Fotografia: Lufe Gomes
Apartamento Leblon – Projeto por Natália Lemos + Paula Pupo [Brasil / 2019]
Fotógrafo: MCA Estúdio / Juliano Colodeti

Quando se torna o destaque do projeto, principalmente em ambientes internos, é possível conseguir resultados que vão desde o despojado, divertido, passando por algo mais futurístico e indo até o delicado, o sutil. Isso, é claro, combinando com outras cores e outros materiais.

Residência Glassbook – Projeto por Sibling Architecture [Tempe – Austrália / 2019]
Fotografia: Katherine Lu
Cine Sky Cinema – Projeto por One Plus Partnership [Shenzhen – China / 2019]
Fotografia: Jiangnan Photography
Restaurante Zero Waste Bistro – Projeto por Linda Bergroth [Nova Iorque – EUA / 2018]
Fotografia: Nicholas Calcott

E o azul intenso? Que, inclusive, foi considerada pela Pantone como a cor do ano de 2020, o Classic Blue. Esse é um tom de muita personalidade e de presença, indo contra o que conhecíamos sobre o azul até então. Nesse caso, conseguimos um resultado muito mais irreverente, moderno e jovial, resgatando aquele tom usado nas casas coloniais e dando um novo significado à sua usabilidade.

Museu Temporário Paula Rego – Projeto por Diogo Aguiar Studio + João Jesus Arquitetos [Lisboa – Portugal / 2017] | Fotografia: Fernando Guerra | FG+SG
Escola de Inglês Qkids – Projeto por Crossboundaries [Xiamen – China / 2020]
Fotografia: Yu Bai
Tsm3 Unstable House – Projeto por Carlos Arroyo [Madri – Espanha / 2011]
Fotografia por: Miguel de Guzmán
Escola René Beauverie – Projeto por Dominique Coulon & associés [França /2019]
Fotografia: Eugeni Pons + David Romero Uzeda

Não devemos esquecer que todas as cores possuem uma enorme gama de variações cromáticas e aqui não seria diferente. Utilizando tonalidades mais claras, mais escuras, ou até mesmo apasteladas, é possível conseguir milhares de resultados diferentes.

Consultório AF – Projeto por Traama Arquitetura [Brasil / 2018]
Fotografia: Haruo Mikami
Escritório Macaxá Arquitetura – Projeto por Macaxá Arquitetura [Brasil 2019]
Fotografia: Gisele Rampazzo
Ateliê Hubba-to – Projeto por Supermachine Studio [Tailândia / 2016]
Fotografia: Wison Tungthunya
Apto Cosmo – Projeto por COMMO NÚCLEO [São Paulo – Brasil / 2018]
Fotografia: Thays Bittar
Loja Céline – Projeto por Valerio Olgiati [Miami – EUA / 2018]
Fotografia: Mikael Olsson
Apartamento AK – Projeto por Rua 141 + ZALC Arquitetura [São Paulo – Brasil / 2018]
Fotografia: Nathalie Artaxo
Residência Glassbook – Projeto por Sibling Architecture [Tempe – Austrália / 2019]
Fotografia: Katherine Lu
Casa W – Projeto por Oficina Conceito Arquitetura [Rio Grande do Sul – Brasil / 2020]
Fotografia: Marcelo Donadussi

Não se esqueça, esse post faz parte de uma série neste blog chamada: As Cores Na Arquitetura, onde além de informar, também é uma forma de nos expressarmos. Dizer a todes que somos uma empresa multicolorida, que acredita em todas as cores e em todas as formas de amor. Viva a diversidade!

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