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O ESTILO ARQUITETÔNICO DOS MUSEUS DE SÃO PAULO: COLONIAL

Uma das maiores capitais brasileiras, São Paulo consegue contar boa parte da sua história através da arquitetura de suas edificações. Na chamada “Terra da Garoa” encontramos um pouco de tudo, um misto de culturas, que não se restringe apenas no urbanismo, é ainda mais expressivo quando observamos a população. Uma verdadeira explosão de diversidade.

Dentro da cidade encontramos vastas opções de museus e espaços culturais, cada um com suas características e construídos com inspirações, ou em períodos diferentes. Através disso, iniciamos uma “série” neste blog, faremos uma viagem pelos estilos arquitetônicos encontrados em alguns pontos turísticos paulistanos.

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A arquitetura colonial é definida pelos anos de 1500 [ano de descobrimento do Brasil] até a Independência, em 1822. Os colonizadores portugueses trouxeram as estéticas usadas na Europa, mas adaptando as condições materiais e econômicas do país.

Os edifícios coloniais encontrados por aqui costumam ter traços renascentistas, maneiristas, barrocos, rococós e neoclássicos, tendo em vista que esses estilos já existiam, ou se “desenvolviam” rapidamente no exterior. Segundo alguns estudos, essa transição aconteceu de maneira progressiva ao longo dos séculos e a classificação desses períodos e estilos artísticos no Brasil é motivo de debate entre os especialistas.

MUSEU DE ARTE SACRA DE SÃO PAULO
Imagem: Reprodução / Internet
MUSEU DE ARTE SACRA DE SÃO PAULO
Imagem: Reprodução / Internet

Uma das maiores características dessa arquitetura é o uso da taipa de pilão e pau a pique. Técnicas de construção que utilizavam os materiais abundantes da época: barro e madeira. No vídeo abaixo, do canal Bioestrutura Engenharia, é demonstrado [de forma moderna] como funciona esse processo:

Na CASACOR São Paulo de 2017, a arquiteta Marília Pellegrini assinou o Café Experiência, um espaço inspirado no ciclo do café, onde as paredes foram construídas utilizando essa mesma técnica.

Outros detalhes típicos desse estilo são, por exemplo, as paredes pintadas de cal, o que explica a cor branca. Além disso, as largas portas e janelas eram construídas em madeira, onde costumavam ser pintadas de azul, verde e amarelo, cores de mais fácil acesso até então.

PÁTIO DO COLÉGIO
Imagem: Divulgação / Internet
SOLAR DA MARQUESA DE SANTOS
Imagem: Reprodução / Internet

Não é difícil encontrar outras construções desse período histórico pelas proximidades de São Paulo. A cidade de Santana de Parnaíba, por exemplo, conta com diversas casas, igrejas e até comércios, todos tombados para preservação da cultura. Descendo para o litoral norte, Ilhabela transformou a antiga Fazenda de Engenho D’água em um parque municipal, mantendo a construção original, um patrimônio cultural brasileiro.

CIDADE SANTANA DE PARNAÍBA – SP
Imagem: Reprodução / Internet
CIDADE SANTANA DE PARNAÍBA – SP
Imagem: Reprodução / Internet
PARQUE MUNICIPAL FAZENDA ENGENHO D’ÁGUA – ILHABELA – SP
Imagem: Reprodução / Internet

É claro que fora de São Paulo existem diversas edificações coloniais, principalmente em Minas Gerais e na Bahia. Se você lembra, ou conhece alguma, compartilhe com a gente!

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