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PROJETO: ÓPERA DE ARAME

Construída no estado do Paraná, esse é um grande exemplo de arquitetura moderna brasileira, confeccionada em estruturas metálicas, policarbonato e vidro. A Ópera de Arame é um dos pontos turísticos mais famosos da cidade de Curitiba, com capacidade para 1.572 espectadores, funciona como um grande teatro, que acolhe diversos espetáculos e atrações.

Está inserida no Parque das Pedreiras, área natural repleta de lagos e vegetações nativas da Mata Atlântica, onde a principal proposta do projeto é a integração da paisagem com a edificação, trazendo o externo para o interno.

O PROJETO

Se na atualidade um dia quente e, principalmente, de chuva já é o suficiente para prejudicar muitos eventos, imagina em 1991. Foi quando o governador da época, Jaime Lerner, sentiu a necessidade da construção de um espaço coberto, convidando Domingos Henrique Bongestabs [1941], um arquiteto e professor universitário nascido no Paraná, para projetar o teatro.

Descoberta por um dos assessores de Jaime, a região em que está situada a Ópera de Arame era, de fato, uma pedreira, que pertencia à família Gava. A região estava bastante encoberta pela vegetação e assim que visitaram o local, a ideia de projetar uma edificação transparente foi imediata, ou seja, usando a paisagem além da vista, mas como decoração.

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Comedoria abaixo da arquibancada principal

O projeto se iniciou em setembro de 1991 e, por incrível que pareça, levou apenas 75 dias para a conclusão. De forma geral, sua composição é feita basicamente de estruturas metálicas e tubos de aço, com acabamentos, fechamentos e coberturas feitas em policarbonatos transparentes e vidro, materiais que trazem leveza e permitem a visualização do lado exterior.

Não podemos esquecer, é claro, a parte interna, acessada por uma passarela que liga a rua até a entrada principal, convidando o visitante admirar o lago visto de cima e sob seus pés, já que é uma estrutura vazada.

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Passarela de entrada ao teatro

Ao entrar, o palco principal apresenta 21,3 m de boca, 20,5 m de caixa, 23,3 m de profundidade e 6,65m de altura, coberto por uma estrutura que permite a entrada de muita luz natural e com padrões geométricos desenhados pelos tubos metálicos. Além disso, o subsolo da Ópera de Arame (situado abaixo das plateias) possui um restaurante beirado pelo lago, banheiros e ainda um espaço para exposições.

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Vista lateral do teatro
Ficheiro:Opera de Arame Interior.jpg – Wikipédia, a enciclopédia livre
Cúpula e palco principal
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Comedoria abaixo da arquibancada principal
| O GÊNIO | ARQ. DOMINGOS HENRIQUE BONGESTABS

Não seria possível comentar sobre uma obra tão importante para a história da arquitetura moderna brasileira sem falar um pouco do gênio responsável por ela. Domingos se formou em arquitetura pela Universidade Federal do Paraná, fazendo pós-graduação em Controle do Ambiente em Arquitetura na UnB e em Arquitetura Bioclimática na PUC-PR.

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Arquiteto Domingos Henrique Bongestabs [1941]

Ele atuou de 1967 a 1995 como professor no departamento de arquitetura e urbanismo da UFPR e também foi docente da PUC do Paraná. Em paralelo ocupou cargos públicos no setor de planejamento urbano. Realizou outras obras como: A Universidade Livre do Meio Ambiente, Espaço das Américas [Foz do Iguaçu], entre inúmeras residências.

Essa obra é uma grande prova da velocidade na construção quando se utiliza o metal ao invés da alvenaria, além da leveza e flexibilidade. Aposte em estruturas metálicas!

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